A pior defesa é o ataque...Mudemos de tatica!

  • Juliana Grazini dos Santos

Se quisermos ser levados a sério precisamos parar de rosnar e entender o que acontece para pensar estratégicamente, racionalmente e inteligentemente.

Eu vejo muito "latido" e pouca argumentaçao; muita tentativa de opressao e pouca sensibilizaçao, muitas ideias de sançao e pouquissimas de esclarecimento.

Eu não sei se minha rede social é viciada ou a histeria coletiva referente à alimentação, comida, forma fisica, saude, e tudo o que se relaciona é um fato ou somente uma percepção.

Que a comida esta na tela é fato e isso ja faz tempo!

O que mais me causa mal estar são os post agressivos pejorativos e ser argumentação, as notas de repudio, as "seitas", as "panelinhas", as "briguinhas", as criticas e os especilistas do tipo "socialites" deparados com pouquissimas açoes construtivas.

Sim, vai doer de novo. mas se nao doer a gente nao muda, nao se questiona, acaba "martelando na mesma tecla" e se vitimizando.

 

A blogueira Pugliesi fez os comentarios dela na ordem dos que sempre fez. A VEJA vangloriou o trabalho dela. Muita gente esta buscando alguém como ela. Muita gente tem idealizado uma pessoa como ela. Me desculpem a honestidade: esta blogueira não faz mais do que seguir a tendência de uma sociedade, deseducada, descomprometida, irresponsavel, corrupta e onde o valor primordial é o dinheiro e a fama.

 

Lucilia Diniz sempre propôs regimes, nos finais os anos 90 ela publicava livros pelo Pao de Açucar e ja dava suas orientações. Para quem leu o seu post na integra e interpretou adequa e racionalmente o mesmo, ela nao disse nada demais. Ok! Pode existir pontos de vista diferentes. mas ela fez o que muitos especialistas fazem: deu sua opinião  baseada em 1 unico artigo e de 1 revista até que boazinha.

 

Padre Marcelo lançou um livro como tantos outros que publicam seu testemunho. O proprio Michel Pollan, tão idolatrado no Brasil, quando escreve ou fala sobre "dietas" fala MUITA coisa questionavel. Se o Padre Marcelo prefere um médico especialista em vez de um nutricionista, onde esta o problema? Se um médico tem mais legitimidade do que um nutricionista, o problema não é com o padre mas com a sociedade e as profissões. O problema esta na maneira pela qual os nutricionistas têm se colocado perante a sociedade e  não é de hoje!!!

 

O que as pessoas querem não é um espaço predefinido de quem deve ou não falar disso ou daquilo. As pessoas querem argumentos, querem poder se identificar, querem fatos, querem testemunhos, querem argumentos inteligiveis pra elas !!!! Imaginem se os médicos e os CRMs tivesem que escrever notas de repudio e se indignar cada vez que um "leigo" indicasse um chazinho, uma massagem, uma oração, uma benção...

 

Argumentai!!!! Argumentem! Argumentemos!

 

Argumentemos de maneira adequada, com empatia, com conhecimento, com humildade, com inteligência, com sabedoria, com a razão...

Existem ações conjuntas e paralelas que devem ser colocacas em pratica, dentre elas nao dramatizar, nao dar força, nao supervalorizar o que falou a blogueira, o padre, etc... é uma delas. As outras ações passam por empoderar melhor os profissionais técnicos, ensina-los a argumentar e nao repudiar, ensina-los que para se expor pelas midias digitais é necessario um certo preparo (estas moças depois de um certo numero de curtidas sao assessoradas)... Pra mim e pela experiência que tenho aqui na CEE,  as leis repressoras, e os repudios,  não levam a muita coisa; a conversa, a argumentação (bem feita, segmentada...), a sensibilização, o esclarecimento,a responsabilização, o comprometimento...dão mais resultado.

 

Agora mesmo estava assistindo uma série de filmes de chefs brasileiros. Quando eles decidem falar de nutrição é catastrofico. Mas a minha interrogação é : porque eles falam isso? Eu quero que eles fiquem quietos? Quero saber de onde eles tiram estas informações, porque se sentem empoderados para falar disso, etc, etc, etc.

 

Se quisermos mudar paradigmas temos que nos questionar e  parar de agredir, repudiar e voltar a enfiar a cabeça dentro da terra.

 

So enfrenta bem o inimigo quem conhece bem suas armas se estratégias.

O que vale para quem tem empatia nas midias e nas sociais sobretudo e no mundo dos negocios também é estar na boca do povo = "falem bem, falem mal, falem de mim"!

 

Queremos mudar este paradigma? Trabalhemos de maneira profunda, reflitamos, pensemos numa estratégia que supreenda. Dizer de maneiras distintas: "este espaço é meu" não funciona no mundo real. Isto parece mais com a birra da criança mimada que não sabendo reagir de maneira inteligivel esperneia e quer "calar" os que a contrariam.

A minha posição é o empoderamento e capacitação dos especialistas para aprenderem a lidar com tudo isso.

A questão da midia fica para quem cuida de midia.

A questão da péssima formaçao dos jornalistas e comunicadores e gente deixa pra quando falarmos com eles.

 

O que mais me assusta são as falas e testemunhos dos profissionais.

 

Juliana T. Grazini dos Santos - Paris, 13 de novembro de 2015 (teclado sem acentos graficos da lingua portuguesa)

 

 

A pior defesa é o ataque...Mudemos de tatica!
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