Viver e comer...pelo respeito à alimentação.

Porque o ato de comer é e deve continuar a ser um ato motivado pelo corpo fisico, modulado pela nossa cultura, fonte de prazer, meio de convivialidade e respeitar estes milhões de anos que a espécie Homo sapiens têm evoluído às custas de erros e acertos, adaptações e o acumulo de muito conhecimento empírico e cientifico. Somos onívoros e isso é uma característica de nossa espécie que não podemos desprezar; podemos e devemos comer de tudo e de preferência aquilo que a natureza ao nosso redor nos oferece; a natureza deve ser nossa aliada, devemos respeita-la.

Porque nenhum alimento faz bem ou mal, todo e qualquer tipo de alimento deve fazer parte de um equilíbrio diário, mensal ou de uma vida, e todo equilíbrio é feito de desequilíbrios, de excesso de vez em quando, de escassez de vez em quando também.

Porque esta rigidez alimentar, esta fixação do alimento e da forma de consumi-lo tem atrapalhado nossa relação com o comer.

Porque a cacofonia da alimentação, a utopia do alimento e a colonização do conhecimento sobre alimento e alimentação pela ciência esta nos levando por caminhos perigosos.

Porque devemos comer o que bem nos apeteça sem critica, sem culpa, sem medo, sem ansiedade, sem pressa, sem ilusão

Porque comer deve continuar a ser simples e complexo, obrigatório e opcional, prazeroso…

Porque  eu acredito que é melhor comer comida do que capsula, ter uma gordurinha localizada mas ser feliz, apreciar os excessos com amigos, mastigar, deglutir, digerir e metabolizar feliz…

Porque eu como de tudo, como comida, como de verdade, com ou sem glúten, com ou sem lactose, normal, funcional, com ou sem colesterol, com ou sem carne…enfim, eu sou onívoro e prezo a alimentação regada ao bom senso…

Por isso e por muito mais eu publico esta primeira declaração publica de opinião que deveria ter sido publicada ha um ano…mas o tempo me pregou uma peça e foi mais rápido do que « eu ».

Que em 2016 possamos repensar a alimentação e os alimentos com mais respeito, seriedade e profundidade.

 

 

Profa. Dra. Juliana T. Grazini dos Santos em computador sem acentos graficos da lingua portuguesa. (Paris, 01/01/2016)

Viver e comer...pelo respeito à alimentação.
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