A comida virou droga ou o cigarro virou comida ?

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Na segunda quinzena de fevereiro, me deparei com a capa da revista "Marianne" (Le nouveau): sensacionalista, agressiva, chocante e sobretudo agressiva, ao meu ver.

 

O "logotipo" da Malboro, quase mesmo um maço de cigarro com o titulo "COMIDA RUIM", "Comer mal mata", "Como escapar" e as frases : "a magnitude da castastrofe", "um verdadeiro abismo para o seguro social", "as soluções para resolver o problema", " o livro que que leva ao otimismo".

 

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Como todo bom consumidor de revista, o choque tinha sido dado e foi com uma sensação de desgosto e satisfação que comprei-a para ver o que o texto falava. Tudo bem que a mensagem subliminar, e a que deve ter alcançado muito mais gente, ja tinha me tocado. 

Satisfação, sim a sensação de satisfação foi porque ja faz algum tempo que eu previa este tratamento da comida, do alimento, como se fosse cigarro.

E o desgosto, porque não acredito, não quero acreditar ou estou completalente iludida; não, não devemos e não podemos tratar a alimentação e os alimentos como drogas como o cigarro. O alimento mesmo que ele seja processado, engordura, slagado ou açucarado, de calorias vazias, etc., ele representa muita coisa. Quando o bebê nasce, depois de respirar a segunda coisa que ele faz é comer, ela não fuma. O comer é um ato vital, não podemos tratar o sujeito da comida, o alimento desta maneira. O vital não significa so fisico, biologico, metabolico, significa ecologico, cultural, social, emocional.

Não podemos "revisitar" ou "reinventar" o comer com mais delicadeza?

E o texto? O texto tinha algumas frases interessantes, outras bem menos, aquele militantismo sem conhecimento do "todo", sabe? Otimo para uma boa analise de discurso. Se algum mestrando ou doutorando se hablitar eu co-oriento a analise!

 

Juliana T. Grazini dos Santos (Paris, 18/03/2014)

 

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